Baixa umidade do ar e as vias aéreas.

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Estamos passando por dias de umidade do ar inferiores a 30%, muito abaixo dos 60%
recomendados pela Organização Mundial de Saúde. No dia-a-dia, nos expomos a níveis
ainda mais drásticos com o uso de ar condicionado. Essa baixíssima umidade do ar
promove um ressecamento de pele e mucosas, o que pode predispor o indivíduo a adquirir
As vias aéreas superiores (nariz e garganta, principalmente) são as que mais sofrem com
o ressecamento do ar. Por dia, produzimos cerca de 2 litros de um líquido que banha as
mucosas nasais e dos seios da face. Este líquido, o muco, serve para “lavar” e remover
as impurezas que respiramos. Vale lembrar que, com o tempo mais seco, as partículas
de poluição estão mais livres no ar e atingem nosso organismo com mais facilidade.
Esse muco fica mais espesso e em menor quantidade durante o período de estiagem,
diminuindo a quantidade de partículas que consegue remover em um determinado tempo.
Desta maneira, é facilitado o desenvolvimento de crises alérgicas, por exemplo. A poeira
doméstica (um dos maiores desencadeadores de crises alérgicas) atinge mais facilmente
o nariz dos alérgicos e, este nariz está com a “limpeza natural” prejudicada. Portanto, mais
fácil de desencadear a crise alérgica.
Com relação às infecções, os vírus e bactérias permanecem por muito mais tempo em
contato com a mucosa seca. E, desta maneira, podem desencadear faringites, laringites,
sinusites, amigdalites mais facilmente.
Por fim, o nariz e a boca são porta de entrada para o ar que vai até os pulmões. Assim,
esta estiagem também predispõe a crises alérgicas e infecciosas pulmonares.
Precisamos nos precaver e algumas atitudes simples podem ajudar a prevenir tantos
efeitos nocivos do tempo seco para as mucosas de vias aéreas superiores. Seguem dicas
para essa prevenção e também no vídeo (link abaixo) da entrevista da Dra Gerusa Pereira
Foschini, médica Otorrino da equipe do IPB.
– Deixar um balde de água ou toalha molhada no quarto e demais ambientes da casa
(principalmente se o ar condicionado estiver ligado);
– Evitar exercícios físicos no período de maiores temperaturas e menor índice de umidade
do ar (entre 11 e 18 horas);
– Evitar ficar exposto ao sol;
– Tomar bastante líquido (2 litros ou mais de água ou suco ou chá. Dê preferência para os
que não causam efeito diurético);
– Oferecer água para aqueles nos extremos de idade – crianças e idosos – neles, o centro
de sede pode não estar 100% regulado e não percebem a falta de água no organismo;
– Usar soro fisiológico no nariz, quantas vezes forem necessárias e lágrima artificial nos olhos.
Há medicações que têm um maior poder hidratante que também podem ser usadas, mas
estas devem ser prescritas por seu otorrinolaringologista.

Veja o video : http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/jornal-da-eptv/videos/t/edicoes/v/regiao-de-campinas-tem-14-dias-seguidos-com-umidade-do-ar-abaixo-dos-30/3140170/

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